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sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

A cronica de uma superação

HARPIAS E PÁGINAS EM BRANCO

Adriana Teixeira Simoni
Hoje,  o tempo me permitiu  concentrar-me  num dos  textos propostos no fórum , que vai justamente neste caso ,  discutir a angustia da página em branco, a angustia de não conseguir idéias contextualizadas para preencher uma página na composição de um  texto.
 Essa angústia, que  confesso , muitas vezes me acompanha já não tão angustiante quanto os gritos incessantes das harpias  citadas por Dante Alighieri, porém ainda os ouço,   ora distantes ora tão próximos.  que por mais que dedilhe letras no teclado já endurecido pelo uso e pelos constantes farelos de lanchinhos caídos intercalados com   uma  espiada ou outra nas minhas redes  sociais,  as palavras não desgrudam de minhas mãos. pois os gritos estão tão próximos que não consigo ouvir meu  próprio pensamento com as idéias que deveriam cair sobre essa página em branco.
 Quando ao longe se vão as harpias, já posso flutuar sobre o teclado com toques  de eximia datilógrafa  apesar de nunca ter sido, mas as idéias aparecem  e vou colocando palavra após palavra e não é que depois, quando vou fazer a primeira revisão , percebo que se eu não tivesse escrito  aquele texto ,  eu  o escreveria.
 Essa superação da “floresta das harpias” eu posso ecoar a todos aqui que foi vencida primeiramente pela necessidade imposta pelo meio acadêmico que iniciei tardiamente, mas antes tarde do que nunca, pois entre inúmeras atividades complementares possíveis de fazer, elegi como primeira ter um texto publicado, e para tanto o fiz sobre o assunto que eu melhor discorria, enviando-o para o melhor Jornal de  minha cidade publicar. E não imaginam  tamanha alegria que se apossou de mim, no dia em que vi exposto meu nome bem acima do texto naquele papel jornal onde figuravam tantas outras informações  porém , eu naquele jubilado momento só conseguia ver meu nome figurando como autora. Se existe um portal para atravessar  talvez tenha sido esse o meu.
Em segundo momento,  descobri que escrever era uma forma de expressão que eu  ainda não havia utilizado , como em épocas escolares  iniciais sempre fui perseguida  por dificuldades nessa disciplina o que sempre me impôs uma certa resistência a me expor desta forma  e sendo assim,  deixava que  os uivos insanos das harpias na floresta angustiante  da página em branco me atormentassem ao ponto de não expressar-me nem escrevendo e muito menos proferindo qualquer opinião,  pois a timidez me consumia em suores e tremores e mais oprimida me sentia quando um colega levantava a mão e falava justamente o que eu pensava àquele respeito e ganhava as  honras sobre o feito, e eu, apenas mais uma cicatriz guardaria por não conseguir me expressar mais uma vez.
Hoje atravessado esse portal, falo e expresso minhas idéias,  muitas   vezes até sinto o rubor de minha face,  porém atiro-me um jarro de gelo seguindo em frente e logo percebo que o texto  parecia bom,  depois achei ruim, muitos gostaram e debateram, que bom! Mas eu também sei que muitos não gostaram, mas aí,  me lembro também,  que  não gosto de muita coisa que leio   é assim que  gira o mundo dos que superam as Harpias  na floresta angustiante da página em branco.

sábado, 20 de outubro de 1984

MUSICA: PRECISO DE UM BYTE

 

PRECISO DE UM BYTE

 

          Preciso de um byte pro meu sistema

          A falta dele dá problema

          Em meio a  fios e fusíveis

          Meu coração deu contato

 

Será que vou encontrar

Os 8 bites pra me completar

Ou será que vou estourar

Num grande curto circuito ....

 

Não aceito mais programas volúveis

Quero de ampla experiência

Que use a inteligência

E abuse de minha inocência

 

Mão me importo se é usado

Ou que seja Importado

Quero mais um bom resultado

Deste nosso contrato

segunda-feira, 13 de agosto de 1984

MUSICA: XOTE EM QUATRO NOTAS

 

XOTE EM 4 NOTAS

 

 

      (Refrão)            MÍ      FÁ

                      Se quiser tem  SOL ,  LÁ , 

                      Junte  elas e forme uma canção

                      Canção é bom e faz  bem ao coração

 

Use o DO quando o coração doer

Mas use o RÉ para evitar reclamação

Use  o  MI para lembrar  de  mim

Só use o FÁ quando sentir a minha falta

 

Podemos cantar também em outras notas

Em SOL, me faz lembrar a praia

Em  LÁ me lembra lábios se tocando

Em SI, sinceridade em seu olhar

terça-feira, 17 de abril de 1984

MUSICA: FINAL DE HISTORIA


 

Final de História

Composição letra e melodia  Adriana Teixeira Simoni


Meus ouvintes não reparem

Venho arrastando está milonga

Mas acreditem é o começo

Desta piazita faceira

Sou desta terra há muito tempo

Desde o dia em que gritei

Gritei com força e raça

Pois, gostei do lugar

 

Do cheiro, fumaça, festejo, canção , Churrasco ,Braseiro, Galpão

 

Fui Crescendo e crescendo

Prenda Bonita e cobiçada

Daquelas que num rancho

Peão nenhum trabalhava

Naquela pura inocência

Nos bailes  par não me faltava

Cada um com quem dançava

Uma proposta recebia

Até escolher um bem bagual

Aquele...

 

Que   me  fez  mulher,  deu filhos, família , um rancho, carinho , amor

 

Complemento esta milonga

Com um final de história

O casal de quem falei

Vivem felizes para sempre